Quem somos

Nossas funções

O Centro Moraes Rêgo (CMR) é o centro acadêmico das Engenharias de Materiais/Metalúrgica, de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da USP. Nossos principais objetivos são representar os interesses de nossos alunos frente à diretoria e/ou aos outros centros acadêmicos, fornecer aos alunos um ambiente agradadável para se passar o tempo, conhecer novas pessoas ou chorar depois da prova de Álgebra Linear, além de prestar assistência acadêmica a nossos alunos.

Nosso espaço

Nosso espaço conta com um andar térreo com mesa de sinuca e xbox para passar o tempo, microondas para esquentar o almoço de quem não quer encarar o bandeijão, um espaço com mesa e sofás para relaxar com os amigos ou dar aquela estudada e uma mesa com diversos doces e salgados para aquele lanche entre as aulas. Temos, ainda, um mezanino, com sofás e puffs para quem quiser descansar um pouco naquele horário livre, e um espaço externo, onde há a churrasqueira.

O CMR está aberto desde as 7h até o último da gestão ir embora (o que quase sempre ocorre depois das 19h). Sempre que nossas portas estiverem abertas, o espaço é de livre acesso e utilização de todos alunos da Escola Politécnica. Todos são sempre bem-vindos!

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Nosso nome - Homenagem a Luiz Flores de Moraes Rêgo

Luiz Flores de Moraes Rêgo nasceu no dia 9 de agosto de 1896, na cidade do Rio de Janeiro, nesta cidade cursou o Colégio militar e ingressou na Escola de Minas de Ouro Preto, tendo concluído o curso em 1917 como um dos alunos mais brilhantes que já haviam passado pela referida escola.

Após ter deixado a escola, foi trabalhar em Mato Grosso nas minas de manganês de Urucum, sendo esta fase importante para elevar o seu interesse pela geologia e engenharia de minas. Moraes Rêgo foi, então, para o antigo serviço Geológico e Mineralógico do Brasil.

Durante quase uma década percorreu boa parte do território nacional em seus estudos geológicos, sendo-lhe conferidas várias comissões de estudos, em diferentes regiões do território nacional, seja no altiplano do Brasil Central, nas chapadas e planícies do norte ou nas porções meridionais do país. Algumas questões foram abordadas por Moraes Rêgo pela primeira vez no país, como a geologia do extremo ocidental da Bahia e vários aspectos da geomorfologia paulista e do sul do Brasil.

Transferiu-se para São Paulo, no final da década de 20, para trabalhar no Serviço Geológico e Mineralógico do Brasil, com o objetivo de estudar a geologia para pesquisa de petróleo. De longa data, eminentes personalidades paulistas mostraram o interesse pelo assunto por acreditarem, já na época, ser o petróleo um elemento energético de grande importância; como conclusão, o Serviço Geológico publicou um boletim de autoria de Moraes Rêgo abordando os extensos trabalhos que realizou.

Escreveu "O Sistema de Santa Catarina", à respeito do gondwana brasileiro, ampliando o estudo para o Paraná e Rio Grande do Sul. Ainda, como reflexo destas idéias fez a síntese "Notas sobre a localização de uma sondagem no Estado de São Paulo" em 26 de maio de 1930 e "Nota sobre a localização de uma sondagem em Capelinha, Município de Tatuí, Estado de São Paulo" de 1930. Estes relatórios foram posteriormente publicados pelo Centro Moraes Rêgo em "Geologia e Metalurgia" nos volumes nº 1 e nº 2, respectivamente.

Em visita à Escola Politécnica em 1929, Moraes Rêgo impressionou efetivamente o, então diretor da Escola, professor Rodolpho Baptista de S. Tiago, de tal forma que, vaga a cadeira de Mineralogia, Geologia e Petrologia, em 1931, este o indicou para inscrição no concurso.

Realizado o concurso, Moraes Rêgo foi classificado pelas provas brilhantes que fez, já trazendo a bagagem de 84 trabalhos, entre publicações de grande extensão e relatórios inéditos.

Candidatou-se à catedra da Escola Politécnica quando já possuía invejável conhecimento pessoal da geologia do Brasil.

Criou, sem onerar o tesouro público, o Museu de Mineralogia e Geologia, foi um dos fundadores da Associação dos Geólogos Brasileiros, em 7 de setembro de 1934.

Concorreu, decisivamente, para a organização do núcleo da antiga seção de Geologia e Petrologia no IPT em 1936/37, sendo que deste núcleo partiram os primeiros estudos sobre a geologia da Serra da Cantareira, como resultado deste estudo veio a publicação nº 18 do IPT, de julho de 1938 "Contribuição para o estudo dos granitos da Serra da Cantareira", de autoria de Moraes Rêgo.

Colaborou para a remodelação do Instituto Geográfico e Geológico, daí surgiram as bases para que o Estado de São Paulo promovesse, por via de contrato com o IPT, a mineração do chumbo e prata no Vale do Ribeira. Esta usina, localizada em Apiaí, entrou em funcionamento em 15 de agosto de 1940 e tiveram os planos desta iniciativa a colaboração de Moraes Rêgo.

Ministrou aulas de graduação na Escola Politécnica e de pós-graduação no Instituto de Engenharia com temática em Geologia de São Paulo. Em 1936 venceu com sua monografia "O Vale do São Francisco" o prêmio da Sociedade Capistrano de Abreu, publicada inicialmente na Revista Museu Paulista tomo XX, em 1936 e reeditada pela primeira Diretoria do Centro Moraes Rêgo em 1945, trabalho este que caracteriza o idealista que foi Moraes Rêgo por se tratar de iniciativa pioneira e árdua, semelhante ao dos antigos bandeirantes, sem alarde, gastando a mocidade, a saúde e arriscando a vida.

Realizou, juntamente com Ribeirão Costa, a criação dos cursos de Engenheiros de Minas e Metalurgistas em 1939.

Faleceu no dia 25 de julho de 1940, com apenas 43 anos, porém com um trabalho realizado e com uma cultura que o caracteriza com sendo um dos maiores professores da Escola Politécnica em todos os seus 103 anos.

Convém lembrar que toda e qualquer atividade realizada pelo Centro Moraes Rêgo, representa a continuidade do trabalho de Luiz Flores de Moraes Rêgo, nosso exemplo e inspirador.


Retirado do texto de Renato Telles e Jorge Alberto Soares Tenório.
Agradecimentos ao Prof. Dr. Jorge A. S. Tenório.